Conheci o jardim de Majorelle casualmente, em um dia de agosto, sol abrasador! Encontrei um oásis encantado, onde as cores vibrantes de Matisse fundiram-se com os deslumbrantes verdes de Monet. Transcendi-me… completamente!

Yves Saint Laurent descobriu Majorelle em 1966, durante sua primeira estadia em Marrakech e apaixonou-se perdidamente por “ela”. Mais tarde, juntamente com o pintor Pierre Bergé adquiriram o belíssimo jardim e aí se refugiavam muitas vezes à procura de inspiração para os seus trabalhos artísticos.

Depois da morte de Yves Saint Laurent, o jardim de Majorelle foi aberto ao público e abriga hoje um Museu dedicado à cultura berbere e onde se encontra também expostas as coleções (pessoal) dos dois artistas.

De que outra forma poderia eu descrever um lugar tão apaixonante?

JARDIM PROIBIDO

Entrei mansamente nos teus domínios…
Um jardim exótico que despertou meus sentidos
Majorelle era seu nome
Nome de uma Deusa.
Vagueando entre bambus teimosos e agrestes cactos
Fui descobrindo-a pouco a pouco
Tão linda! tão altiva!
Como uma amena e doce brisa de verão!
Mas o astro rei não dava tréguas e castigava Majorelle
Mas ela não lhe dava ouvidos…
Continuava ali… vibrante! bela! intensa!
Banhando-se entre nenúfares e perfumados óleos essenciais
Depois emergia lentamente…despudoradamente
E vestia sua bela túnica yellow and blue
Bordada com emaranhados fios cor de marfim
E aplicava na longa cabeleira um colossal ramo de buganvílias
Estonteante beleza!
Sempre com um sorriso de boas-vindas para os forasteiros
Que fortuitamente… não resistiam à tentação de ultrapassar seus invisíveis limites…

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